Podemos tentar estabelecer uma analogia entre o trabalho desenvolvido por um designer com este modelo social com o trabalho de um assistente social. Assim, numa primeira fase o designer inteira-se do problema do “cliente”. Na próxima fase, avaliação, examina-se a interacção do cliente com o que o rodeia, o ambiente para se perceber a raíz do problema. O resultado desta fase é uma lista de necessidades a serem atendidas. Na terceira fase, projecto/planeamento, o designer “trabalha” com o “cliente” para determinar o que é mais urgente, determinar prioridades.
“Conversam” sobre várias ideias e decidem colaborativamente o que funciona e não funciona e quem faz o quê e quando. Na fase de implementação do projecto vai corresponder aos objectivo definidos anteriormente.
Uma ampla agenda para o design deve então começar, considerando uma série de questões importantes. Que papel pode desempenhar um designer num processo colaborativo de intervenção social? O que é que está a ser feito nesse sentido e o que poderá vir a ser feito? Como é que a percepção pública da actividade do designer pode mudar no sentido de apresentar uma imagem de um designer socialmente responsável? Uma abordagem multidisciplinar pode ser usada para explorar estes e outros problemas. Questionários de pesquisa, entrevistas com profissionais, análise de conteúdo em revistas, jornais, internet, com blogs, sites,etc. Outro método de pesquisa é a observação participativa. E dizer que a combinação de todos estes métodos de pesquisa é que dará mais frutos no futuro é a mais correcta de se conseguir avançar nesta perspectiva. A amplitude do espectro de pesquisa para o design social inclui a percepção do público, das agências sobre os designers, a economia de intervenções sociais, o valor do design na busca para melhorar a vida das pessoas, a economia de produção de produtos e serviços socialmente responsáveis e a maneira como o público os recebe.
Um modelo social na prática do design é agora mais necessário do que nunca, e espera-se dos designers preocupados, pesquisadores, profissionais e educadores do design que consigam encontrar maneira de tornar este modelo possível, e mudar assim a percepção do público em relação à profissão do design.
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William McDonough sobre Cradle to Cradle Design, uma perspectiva interessante sobre o design como modelo social