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_Abstract

A maior parte da pesquisa feita nas culturas media opera num enquadramento “nacional-territorial”. As culturas media são consideradas como culturas nacionais e as outras formas de cultura media ( por exemplo a cultura do jornalismo profissional, diásporas, cultura das celebridades,etc.) não são investigadas no seu carácter “deterritorial”. Mas são exactamente essas formas “deterritoriais” da cultura dos media que estão a ganhar relevância na constante globalização dos media: têm então de ser colocadas no centro dos media comparativos e da pesquisa na comunicação. Começando com esta consideração, este artigo desenvolve uma perspectiva transcultural na pesquisa das culturas media. Dentro desta perspectiva torna-se possível conduzir comparativamente a pesquisa nas culturas media nacionais (territoriais) como noutras formas presentes das culturas media (deterritoriais), sendo que esta perspectiva faz mover os processos  de construção e articulação culturais como foco da sua análise. Para se chegar a um melhor entendimento desta perspectiva, as “culturas media” são definidas como um fenómeno translocal nas suas próprias relações territoriais e deterritoriais. Baseado nisto, a “semântica” duma perspectiva de pesquisa transcultural é delineada, o que torna possível formular princípios práticos para alcançar uma pesquisa comparativa qualitativa dentro deste modo de a pensar.

_link Transculturality as a Perspective: Researching Media Cultures Comparatively

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Neste artigo, Andreas Hepp (presentemente professor na Universidade de Bremen, Alemanha) propõe  esta perspectiva de pesquisa e estudo comparativo das culturas media. Explica-nos por etapas como se desenrola este processo:

“_First, data has to be structured in cases of social entities, as for example, individuals (combining different person-related data sources like interviews, media diaries etc.), organizations (combining different organizational related data sources like interviews with different person, group discussion transcripts, observation protocols etc.) or similar entities.

_Second, the process of comparing these different cases transculturally follows by categorizing different cultural patterns. The important point here is to be open to different cultural mappings; having a careful view on the question whether a certain pattern is, for example, national-specific, transculturally stable or characteristic of a deterritorial community, like for example a diaspora, a political or religious movement.

_Third, the results of this comparison are structured along the variety of the differently occurring cultural thickenings, for instance, either on a territorial level (region, nation) or on a deterritorial level (different kinds of deterritorialized translocal communities)—or at the level of patterns that are stable across them.”

e não só pela análise per se, mas também com princípios básicos que permitem uma crítica multi-perspectivada:

_1º princípio“focusing on the construction processes of cultural articulation

(…)”the media” themselves are constructed by certain cultural patterns as part of the “center.” In additional, further patterns of “centering” media cultures exist: for example, of centering the “national-territorial” in national media cultures, the “deterritorial-religious” in transnational religious movements, the “global popular” in popular cultural communities and so on. The outlined non-essentialistic approach of analyzing media cultures makes it possible to focus such implicit processes of “centering” as it does not set certain main variables at the beginning.”

_2º princípio“focusing on the relation of cultural patterns and questions of power

Emphasizing “centering” aspects within construction processes of cultural articulation already provides a link to questions of power, as the building of a “cultural center” is always a power force. But also beyond these “centering” aspects patterns within media cultures can be related to power: certain cultural patterns open chances of hegemony or domination, others not. Consequently, the second principle means to reflect how far analyzed cultural patterns are related to power relations within media cultures, but also how far they open or close certain spaces of agency in everyday life.”

_3º princípio – ” the integration of all this in a multi-perspectival description.

Thus, when comparing transculturally different perspectives on thickenings of media cultures, one can analyze their processes of cultural articulation and power relations. Because of that, the aim of a multi-perspectival critique cannot be mono-semizing this complexity. Moreover an analytical description should make the different cultures in their power-related inconsistency accessible, especially when comparing them with each other.”

 

Esta proposta de análise das culturas media é importante e reveladora de várias questões, a meu ver muitas vezes esquecidas, como a dimensão cultural e religiosa bem como da definição de territórios específicos dentro desses próprios territórios. É um pouco confuso relacionar estes territórios e estas culturas mas esta perspectiva metódica traz uma mais valia na pesquisa que se segue dentro desta análise dos novos media.

 

_Notas

_Para uma perspectiva global dos diferentes projectos desenvolvidos pela  German Research Foundation (DFG) e a União Europeia (UE) ver http://www.imki.uni-bremen.de/

 

_Palavras-chave

media culture; intercultural communication; international communication; transcultural communication; comparison; media globalization; qualitative media research; critique; cultural studies; cultural analysis

 

 

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