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No seguimento do que foi pedido, ainda em desenvolvimento, aqui está um pequeno teaser do sistema de relações, de mapeamento que se pretende. As nuvens de conceitos podem ser organizadas e reorganizadas de acordo com a pesquisa em tempo real. Cada conceito se vai desdobrando até chegar a projectos e autores por meio de links e para blogs, sites, pessoais, vídeos e artigos, ou trabalhos desenvolvidos pelos mesmos autores. Mais do que uma representação visual de conceito, uma rede semântica, é um modo de organizar os pensamentos e ideias.
_link Mapeamento nas Nuvens
Com o conceito das tag clouds surge-me esta ideia de podermos interagir com as tags, filtrá-las, arrumá-las, o que nos der jeito dependendo daquilo que procuramos.
A ideia é podermos navegar nestas nuvens de acordo com o que desejamos encontrar, ligar conceitos, ligar posts, autores, obras, projectos…
Aqui coloco um esboço daquilo que virá a ser programado no futuro mas que por enquanto por falta de conhecimentos na área da programação não é exequível. Lá chegaremos.
O relato sobre o festival UM:
_Dia 12
18.00-19.30: Conversas 1: Partindo do ponto de vista: a construção da paisagem e as inter-relações entre som, imagem, arquitectura e espaço: Emanuel Pimenta/PT/CH e Carsten Stabenow/NL: FBAUL, Largo da Academia Nacional de Belas-Artes
Infelizmente o Emanuel Pimenta não pôde estar presente mas foi “substituído” pelo sound designer Geert-Jan Hobijn.
Falou-se muito sobre espaços arquitectónicos e como se podem fazer instalações mudando apenas pequenos pormenores, ou grandes, isto tudo de acordo com as propriedades acústicas do espaço. Ver os sítios como verdadeiros instrumentos em vez de espaços que têm som.
Também se falou sobre “instrumentos” como um aspirador ou um frigorifico, que retirados fora do contexto deste tipo de música experimental não têm sentido, mas que vendo as performances, e o que se pode fazer com estes barulhos, se pode mudar a maneira de ver, e também sentir esta música.
Por último falou-se sobre vários tipos de tecnologias que estão a ser desenvolvidas e que interferem ainda mais com os sentidos como deixar-nos tontos interferindo com o o nosso ouvido interno, e sons que são sentidos por vibrações que passam pelos nossos ossos são exemplos destas tecnologias que nos irão permitir ainda uma maior imersão na música.
_Para mais informação sobre os Staalplat Soundsystem
Para mais vídeos, fotos e música dos Staalplat Soundsystem
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_Dia 13
18.00-19.30: Conversas 2: Estados e Sensibilidades Elevados: Aumentar a nossa Consciência e Conhecimento Sensorial: Terike Haapoja/FI e Evelina Domnitch e Dmitry Gelfand/NL, FBAUL, Largo da Academia Nacional de Belas-Artes
Esta conversa teve uma perspectiva bastante científica, e em como ver a arte como ciência e vice-versa. Vários trabalhos que nos mostraram são sobre propriades e fenómenos físicos como a refração de um raio lazer numa bolha de ar, ou a levitação por vibrações sonoras que podem no entanto ser vistos como instalações, e experimentações media, e arte pura e simplesmente.
Tentar retirar o rótulo de ciência sobre estas experiências, que sendo no entanto complicadas do ponto de vista científico, podem ser apreciadas pela sua beleza.


_Alguns vídeos sobre estes trabalhos mostrados na conversa
Para mais informações sobre o trabalho desenvolvido por estes autores – Portable Palace e Terike Haapoja
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Ainda outros links de interesse sobre outros acontecimentos do festival
Sabiam que a capa da edição de Junho do jornal New Yorker foi feito num iPhone? Com uma aplicação de iPhone de 4,99$. É verdadeiramente uma intersecção de arte, velocidade, tecnologia e portabilidade.
Numa perspectiva de imaginar as possibilidades, que uma aplicação destas num gadget nos possibilita, isto dentro duma perspectiva de imediatez, no ponto de vista de actuar para espalhar uma mensagem, um activismo, as possibilidades são infinitas. Permite-nos estar em qualquer lugar intervir num espaço, modificá-lo em termos de imagens, e postar em todas as redes sociais como o Twitter, o Facebook, etc. numa questão de segundos.
Uma demonstração do programa em acção, em velocidade x3, demorou na realidade cerca de 17 minutos
A Behance Network é uma montra especial para grandes designers de todo o mundo. É também um local para encontrar artistas que querem marcar pela diferença através do seu trabalho. Um destes designers é Rishi Sodha de Londres, Reino Unido, que é apaixonado pelo papel do design no avançar da causa dos direitos humanos e desenvolveu/estabeleceu uma organização sem fins lucrativos: Design Against Human Rights Abuse (DAHRA). Ver o seu Portfolio na Behance Network para ver mais do seu trabalho.
Um vídeo feito para a Human Rights Action Center por este mesmo autor. Esta organização trabalha em diversas iniciativas pelos direitos humanos em todo o mundo, incluindo campanhas para os govenos imprimirem a Declaração dos Direitos Humanos em passaportes. Têm uma atenção particular na região de Burma (Myanmar).
O vídeo foi criado por Seth Brau de Brooklyn, New York, este que entre outras coisas, cria calçado pintado à mão para a VANS. Outras versões do vídeo podem ser vistas em Espanhol e Islandês no canal de Vimeo do autor. Produzido por Amy Poncher com música de Rumspringa.
Ainda na pesquisa sobre open-source learning e as questões sobre o hacktivismo e a cultura digital:
WikiLeaks é uma plataforma de comunidade que publica documentos anónimos e leaks relacionados com actos governamentais e corporativos, ou religiosos, preservando assim o anonimato e indetectibilidade dos seus contribuidores. Dizem ter nos seus servidores 1.2 milhões de documentos enviados por comunidades dissidentes e fontes anónimas. É uma incrível ferramenta de pesquisa, uma impagável base de dados para a liberdade de informação e especialmente o jornalismo de investigação, e devia ser tomada em linha de conta pelos bloggers (especialmente) que têm um estatuto diferente do dos jornalistas. Eles evitam a armadilha dos posts livres, para agora poderem rever e editar tudo, tendo responsabilidade sobre aquilo que publicam. A missão da WikiLeaks é somente permitir avaliação pública dos documentos e já se conseguiram provar arrojados o suficiente para rejeitar as pressões de censura de gigantes como o governo Chinês ou os seguidores do culto religioso da Cientologia. E essa é uma atitude notável.
Os principais conceitos do projecto AHA são o Activismo: activismo político, Hacking: activismo tecnológico, Artivismo: activismo artístico.
O Activismo Artístico compreende qualquer forma livre e aberta de criatividade, que promova a ideia do uso crítico dos media, para estimular uma experimentação conscenciosa na forma de expressão ou linguagem expressiva sem qualquer tipo de censura.
Desde 2001, o projecto AHA segue um caminho colectivo, como resultado dum movimento italiano que desde o princípio dos anos 80 que luta por um uso independente e gerido individualmente dos mass-media (vídeo, computador, radio e texto escrito). Hoje, mais do que nunca, este movimento está a demonstrar ser uma das mais válidas alternatives para informação oficial em Itália.
Em Itália, o activismo tecnológico, artístico e político estão interligados muito de perto numa rede comum espalhada por todo o país consistindo de colectivos, activistas e artistas. O seu denominador comum é o querer dar vida a um modo alternativo e independente de produzir informação, consciência cultural e comunicação.
As principais actividades do projecto são a organização de exposições/eventos sobre a net-arte italiana e “hacktivismo”, a difusão de projecto do colectivo de artista italianos dentro do âmbito dos festivais de arte e media ou convenções e o desenvolvimento de uma mailing list internacional sobre o activismo artístico e artivismo, aha@lists.ecn.org. Este é um espaço colectivo virtual que advoga o uso livre de arte e software. Na mailing list do AHA estão cerca de 600 subscritores. A lista AHA faz parte da mailing list neighbourhood of nettime.
O Activism-Hacking-Artivism é também um projecto de experimentação artística que usa a tecnologia nas suas mais vitais manifestações, necessáriamente incluindo o uso crítico e gerido invididualmente dos mass-media. Não objectos artístico per se mas processos de rede (network), não originalidade mas reprodutibilidade, não representação de uma singularidade mas uma acção colectiva. Desde 2002 até agora, o projecto AHA já apresentou muitas exposições em diferentes cidades italianas e, desde 2004, também na Alemanha e Dinamarca.

_Um vídeo sobre o projecto, apresentado por Tatiana Bazzichelli
_Sobre este projecto e sobre este assunto bem como assuntos relacionados, o livro de Tatiana Bazzichelli, Networking, The Net as Artwork.
_links Alguns dos projectos desenvolvidos pelo colectivo estão nas páginas de eventos e de exposições.
Alguns dos projectos mais recentes:
Orgasmatic – “Orgasmatic Implosion is a video realized during the Peenemuende [xxxxx] workshop and shown at Transmediale 2008. An intense, conspiratorial two day long working group/workshop at a key historical location.”
Openness & Do-It-Yourself in the Social Networks – “Since the 80s, the platforms of networking have been an important tool to share knowledge and experience to create works of net art. The concepts of “Openness” and “Do-It-Yourself”, today more and more relevant with the diffusion of Social Networks, have been the starting point for the development of punk culture and hacker ethic.
Tatiana Bazzichelli reflects on these topics with a video contribution”










